Energia solar é um dos segmentos que mais crescem, e também um dos que mais desperdiçam verba em tráfego pago mal estruturado. O erro está em tratar o anúncio como solução única. Tráfego pago amplifica a comunicação que já existe: se a base está desajustada, ele só mostra o quão desajustada ela é.

Antes de falar de campanha, é preciso alinhar a mentalidade e o posicionamento.

Mentalidade voltada para vendas

O foco do empresário é fazer o negócio crescer por meio de atividades comerciais. Existe uma ideia que o Caio Carneiro defende: se fosse listar a rotina ideal de um dono de negócio, 80% a 90% do tempo estaria voltado a vendas. O problema é que o empresário, principalmente sozinho, se afoga em tarefas operacionais e deixa o principal de lado. A saída não é abandonar o operacional, é usar ferramentas e delegar as atividades recorrentes para sobrar tempo para vender.

E tem a pesquisa da HubSpot: 80% das vendas acontecem entre o quinto e o décimo segundo ponto de contato. Ou seja, o papel do dono é criar o máximo de pontos de contato: tráfego pago, conteúdo no Instagram, Google Meu Negócio, follow-up, prospecção ativa, eventos, blog. Quando isso funciona, o tráfego pago alavanca um posicionamento que já é bom.

Google Meu Negócio: destaque sem gastar mais

Quando alguém pesquisa “energia solar em Londrina”, aparecem os perfis do Google Meu Negócio. A diferença entre quem aparece primeiro e quem some nas últimas páginas está em alguns critérios:

Fotos. Painéis instalados, o escritório, a equipe. Fotos boas chamam atenção e transmitem confiança.

Descrição e informações completas. Perfil 100% preenchido ranqueia melhor.

Avaliações constantes. É um dos pontos mais importantes. Quem compra um serviço de valor agregado alto pesquisa o Google Meu Negócio antes de decidir, olha as avaliações, checa se há reclamação. Esteja sempre conquistando novas avaliações.

Respostas em até 24 horas, com palavras-chave. Não responda genericamente. Use palavras-chave do seu negócio em cada resposta: energia solar, economia na conta de luz, painéis solares, a cidade. A pessoa muitas vezes não pesquisa o nome da sua empresa, pesquisa o serviço mais a localização. Palavras-chave nas respostas ajudam o Google a te mostrar para essas buscas.

Publicações semanais. O Google Meu Negócio é uma rede social do Google. Quanto mais ativo, melhor ranqueia.

Uma prática que gera venda: coloque uma plaquinha com QR code de avaliação na recepção e mande o link por WhatsApp para quem foi bem atendido.

Instagram: o posicionamento que vende

Se o posicionamento não estiver ajustado, o tráfego só vai torrar dinheiro. Os perfis de energia solar que mais vendem têm alguns pontos em comum:

  • Logo bem-feita, não uma foto cortada.
  • Bio com promessa clara. Os melhores perfis deixam explícito o que entregam, algo como “reduza 20% na sua conta de luz sem investimento”. Uma promessa de transformação clara, com a localização e link direto para o WhatsApp ou formulário.
  • Stories ativos e conteúdo frequente.
  • Vídeos que batem na dor. Conteúdos mostrando a economia mês a mês, quebrando objeções (“a única coisa que muda quando você assina é o valor da sua conta de luz”), funcionam muito bem e viram ótimos anúncios.
  • Qualidade. Vídeos e fotos em iPhone se adaptam melhor ao Instagram. Nunca baixe o material pelo WhatsApp antes de postar, porque a compressão estraga a qualidade; suba pela nuvem. Evite imagens geradas por IA com aparência artificial e artes poluídas com muito texto.

Meta Ads x Google Ads: por onde começar

Existe um senso comum de que energia solar só funciona no Google Ads (rede de pesquisa, os anúncios de texto). Ele funciona, mas se você está começando agora, comece pelo Meta Ads: traz mais volume e percepção de resultado mais rápida.

O Google Ads é mais caro e exige obrigatoriamente uma landing page: uma página voltada para conversão, com um único objetivo (se cadastrar em um formulário ou chamar no WhatsApp), sem blog, sem dispersão. Vale entrar no Google quando o investimento já estiver em torno de R$ 2.000 por mês, mesclando as duas plataformas. Até esse patamar, foque no Meta.

A estrutura de campanha no Meta

No Meta, você trabalha com dois tipos de campanha: engajamento (mensagem para WhatsApp) ou leads (formulário nativo). Sempre limite o alcance dos anúncios para o Meta não escapar da sua segmentação.

Dois conjuntos de público

Remarketing. Quem visitou o site nos últimos 30 dias, se envolveu com o Instagram, sua lista de e-mails ou telefones, seus seguidores. Público quente, dá para deixar idade e gênero mais amplos.

Interesses. Interesse em energia solar, combinado com o filtro “e também” para poder aquisitivo (pessoas que preferem produtos de alto valor, viajantes frequentes). Isso qualifica o público. Para público frio, capriche na idade (o comprador de energia solar costuma ser acima dos 40 ou 45 anos, então um recorte como 40 a 65 faz sentido) e no gênero.

Mantenha a localização na sua cidade e no raio real de atendimento, e desative a expansão automática de público. Para energia solar, deixe o posicionamento automático (Advantage+) ativado: o público tende a estar mais presente no Facebook do que no Instagram, então deixe o Meta gastar onde converte melhor.

Os anúncios

Anúncios que batem forte no preço e na dor. Mostre o valor da parcela comparado à conta de luz: “conta de luz de até R$ 350? Kit de seis placas parcelado a partir de R$ 299”. A pessoa percebe que a parcela sai mais barata que a conta e que, ao fim do financiamento, passa a economizar. Isso qualifica e já filtra quem pergunta só preço. Pegue os anúncios de imagem que funcionam e replique em vídeo com o mesmo texto.

Verba e divisão

O mínimo recomendado é ter uma verba consistente. Com R$ 1.000 por mês (cerca de R$ 33 por dia), rode as duas campanhas em paralelo, formulário nativo e WhatsApp, com uns R$ 17 por dia cada, os mesmos públicos e os mesmos seis anúncios ativos por conjunto. Assim você descobre qual formato performa melhor no seu caso.

Formulário nativo com qualificação

No formulário nativo, use perguntas de qualificação. Além de nome e WhatsApp, pergunte o valor da conta de energia, com opções de múltipla escolha (até R$ 100, R$ 100 a R$ 200, e assim por diante). Quem paga pouco você desprioriza; quem paga mais é o público ideal. Se as campanhas de WhatsApp estiverem trazendo muito lead desqualificado, migre para formulário nativo: a qualificação melhora bastante.


Este conteúdo faz parte do nosso curso completo de tráfego pago para energia solar, com as aulas práticas de criação de campanha, formulário nativo e segmentação passo a passo: energiasolar.rodrivera.com.br.

E se você prefere que a gente cuide disso na prática, fala com a gente. A Rodrivera é a agência de marketing digital de Londrina mais bem avaliada no Google e trabalha desde a estratégia de tráfego até criação de landing page e implementação de CRM.

Perguntas frequentes

Meta Ads ou Google Ads para energia solar: por onde começar?

Se você está começando agora, comece pelo Meta Ads. Costuma trazer volume maior e percepção de resultado mais rápida. O Google Ads é uma plataforma mais cara e exige obrigatoriamente uma landing page voltada para conversão. Vale entrar no Google quando o investimento já estiver em torno de R$ 2.000 por mês, aí sim mesclando as duas plataformas.

Campanha de WhatsApp ou formulário nativo funciona melhor para energia solar?

Depende do segmento e da conta, por isso vale testar as duas em paralelo. As campanhas de WhatsApp têm trazido público cada vez mais desqualificado depois das atualizações do Meta. Se você notar muito lead sem perfil, migre para formulário nativo, que permite qualificar com perguntas como o valor da conta de energia antes de o lead chegar ao comercial.

Que tipo de anúncio funciona para energia solar?

Anúncios que batem forte no preço e na dor. Mostrar o valor da parcela comparado ao valor da conta de luz (por exemplo, kit de placas parcelado a partir de um valor menor que a conta) qualifica o público e torna a decisão factível. Vídeos que criam conexão e antes e depois de conta funcionam muito bem, tanto no Instagram quanto nos anúncios.

Preciso de site para anunciar energia solar?

Para Google Ads, sim: é obrigatório ter uma landing page, uma página com um único objetivo, que é levar a pessoa a se cadastrar em um formulário ou chamar no WhatsApp. Para Meta Ads dá para trabalhar com formulário nativo dentro da própria plataforma, sem precisar de site.